domingo, 28 de agosto de 2011


Os dez mandamentos de uma escola sustentável.

1. Coerência: é preciso lutar contra o fosso entre a teoria do que se faz em sala de aula e o que se realiza no cotidiano da instituição.
2. Informação: embora nas escolas ainda seja um processo inicial, há muitas experiências que podem se compartilhadas, como, por exemplo, por ONGs e empresas de outros segmentos. Do mesmo modo, é preciso investir em formação continuada também na área ambiental.
3. Cultura: sustentabilidade não se constrói com ações pontuais, mas com a transformação da cultura interna, o que inclui mobilizar diretores, coordenadores, professores, funcionários adminstrativos, alunos e pais.
4. Paciência: nada se faz do dia para a noite, nessa área. Mudar procedimentos arraigados leva tempo. É um processo constante e crescente, com idas e vindas.
5. Realismo: assim como no restante da sociedade, a implantação de políticas de sutentabilidade nos confronta com inúmeras contradições, principalmente no que se refere aos aspectos da viabilização econômica ou tecnológica.
6. Democracia: para se construir uma escola sustentável, é preciso saber que nada se faz de cima para baixo. É preciso saber ouvir e dialogar com os vários setores e interesses envolvidos.
7. Compromisso socioambiental: a noção de sustentabilidade ultrapassa em muitos os limites da escola. É preciso estimular os alunos a atrair a comunidade circunvizinha, tornando a escola um pólo difusor dessa nova consciência.
8. Criatividade: estamos em plena transformação. Não há soluções esquematizadas. Cada escola encontrará o seu caminho. Mas não se contente apenas com a implantação de ações como a coleta seletiva, embora seja um bom começo.
9. Metas: estabeleça metas de curto, médio e longo prazo. Um projeto de amplo espectro como esse torna-se mais eficiente se trabalhar dentro de objetivos preestabelecidos.
10. Transversalidade: por fim, é sempre bom lembrar: sustentabilidade rima, sempre, com educação. É importante que haja coerência e articulação entre os projetos ligados à sustentabilidade e o que é trabalhado em sala de aula nas diferentes disciplinas.
Para que aconteça a sustentabilidade na escola, é preciso mudar um pouco os pensamentos de todos a nossa volta, para implantar um projeto sustentável, que não fique apenas no papel, ou em pensamentos. Então mostrarei algumas atitudes que podem mudar não só a escola, mais também o mundo todo, se todos fizerem a sua parte em cada região em que vivem.

·         Promova Diálogos

·         Para começar, não tem jeito, é preciso ir do básico. Na base de uma pirâmide de uma escola sustentável está, obviamente a educação. Promover diálogos, conversas, rodas de discussão e semanas temáticas que abordem assuntos relacionados a conceitos e práticas sustentáveis é necessário para que, mais do que repetir ações, as crianças, profissionais e pais, tenham verdadeiros hábitos responsáveis e concientes em sua vida.

·         Política de Lixo-Zero → 


·         A reciclagem de uma escola deve ser uma prioridade. É fácil distribuir pelo espaço lixeiras identificadas de acordo com as cores da coleta seletiva, dificil é educar a todos a participar do movimento. Para que dê certo, é preciso muita motivação por parte da escola e um esforço de todos, - pais professores e funcionários. Afinal os resíduos que chegam até a escola também tem origem na casa de cada estudante, como as embalagem dos lanches.
Gincanas da reciclagem ou pequenas competições entre turmas podem servir de estímulo para os alunos e ajudar na separação do lixo.
Na hora do descarte a escola também pode reaproveitar boa parte dos materiais que foram descartados em boa condição, como o papel e o plástico. Que tal elaborar trabalhos com papel reciclado e contrução de brinquedos com embalagens usadas?

·         Que tal a compostagem?


·         Escolas que tem refeitórios ou lanchonete sabem que a taxa de desperdicio é bem grande. Voltando a política de “Zero resíduos”, pode ser bom lembrar de uma opção menos comum, mas muito importante: a compostagem. A construção de uma composteira, é mais facil do que se pensa, e a manutenção do ambiente de decomposição mais simples do que se imagina.
Mesmo valendo apenas as sobras de alimentos que não tenham sido cozidos, a adoção de uma composteira pode ser muito eficiente se o local de distribuição for o mesmo de produção, possibilitando as cascas de frutas ou legumes um destino mais eficiente.

·         Procure apoio de líderes, organizações e da comunidade

·         Outra palavra que não pode ser tirada de vista: comunidade. Como parte integrante de um coletivo, a escola precisa estar integrada ao que acontece em sua cidade. Identificando os líderes do governo local, grupos organizações ou instituições que possam oferecer uma parceria de responsabilidade social, ambiental e também educacional, certamente a escola estará criando uma cadeia de desenvolvimento, tanto para ela, como para a comunidade para a qual ela está inserida.
Atenta também ao que acontece em um maior raio de distância, a intituição educacional precisa estar “por dentro” dos fatos do mundo, e procurar envolver em seus projetos, iniciativas globais. Bons exemplos são os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio e a Carta da Terra, assim como campanhas de apoio a conservação de recursos naturais.

Assim todos nós teremos um mundo um pouco melhor, se cada um fizer a sua parte!