Os dez mandamentos de uma
escola sustentável.
1. Coerência:
é preciso lutar contra o fosso entre a teoria do que se faz em sala de aula e o
que se realiza no cotidiano da instituição.
2. Informação:
embora nas escolas ainda seja um processo inicial, há muitas experiências que
podem se compartilhadas, como, por exemplo, por ONGs e empresas de outros
segmentos. Do mesmo modo, é preciso investir em formação continuada também na
área ambiental.
3. Cultura:
sustentabilidade não se constrói com ações pontuais, mas com a transformação da
cultura interna, o que inclui mobilizar diretores, coordenadores, professores,
funcionários adminstrativos, alunos e pais.
4. Paciência:
nada se faz do dia para a noite, nessa área. Mudar procedimentos arraigados
leva tempo. É um processo constante e crescente, com idas e vindas.
5. Realismo:
assim como no restante da sociedade, a implantação de políticas de
sutentabilidade nos confronta com inúmeras contradições, principalmente no que
se refere aos aspectos da viabilização econômica ou tecnológica.
6. Democracia:
para se construir uma escola sustentável, é preciso saber que nada se faz de
cima para baixo. É preciso saber ouvir e dialogar com os vários setores e
interesses envolvidos.
7. Compromisso
socioambiental: a noção de sustentabilidade ultrapassa em muitos os limites
da escola. É preciso estimular os alunos a atrair a comunidade circunvizinha,
tornando a escola um pólo difusor dessa nova consciência.
8. Criatividade:
estamos em plena transformação. Não há soluções esquematizadas. Cada escola
encontrará o seu caminho. Mas não se contente apenas com a implantação de ações
como a coleta seletiva, embora seja um bom começo.
9. Metas:
estabeleça metas de curto, médio e longo prazo. Um projeto de amplo espectro
como esse torna-se mais eficiente se trabalhar dentro de objetivos
preestabelecidos.
10. Transversalidade:
por fim, é sempre bom lembrar: sustentabilidade rima, sempre, com educação. É
importante que haja coerência e articulação entre os projetos ligados à
sustentabilidade e o que é trabalhado em sala de aula nas diferentes
disciplinas.
Para que aconteça a sustentabilidade na escola, é preciso
mudar um pouco os pensamentos de todos a nossa volta, para implantar um projeto
sustentável, que não fique apenas no papel, ou em pensamentos. Então mostrarei
algumas atitudes que podem mudar não só a escola, mais também o mundo todo, se
todos fizerem a sua parte em cada região em que vivem.
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Promova Diálogos →
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Para começar, não tem jeito, é preciso ir do
básico. Na base de uma pirâmide de uma escola sustentável está, obviamente a
educação. Promover diálogos, conversas, rodas de discussão e semanas temáticas
que abordem assuntos relacionados a conceitos e práticas sustentáveis é
necessário para que, mais do que repetir ações, as crianças, profissionais e
pais, tenham verdadeiros hábitos responsáveis e concientes em sua vida.
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A reciclagem de uma escola deve ser uma
prioridade. É fácil distribuir pelo espaço lixeiras identificadas de acordo com
as cores da coleta seletiva, dificil é educar a todos a participar do
movimento. Para que dê certo, é preciso muita motivação por parte da escola e
um esforço de todos, - pais professores e funcionários. Afinal os resíduos que
chegam até a escola também tem origem na casa de cada estudante, como as
embalagem dos lanches.
Gincanas da reciclagem ou pequenas
competições entre turmas podem servir de estímulo para os alunos e ajudar na
separação do lixo.
Na hora do descarte a escola também
pode reaproveitar boa parte dos materiais que foram descartados em boa
condição, como o papel e o plástico. Que tal elaborar trabalhos com papel
reciclado e contrução de brinquedos com embalagens usadas?
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Que tal a compostagem? →
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Escolas que tem refeitórios ou lanchonete sabem
que a taxa de desperdicio é bem grande. Voltando a política de “Zero resíduos”,
pode ser bom lembrar de uma opção menos comum, mas muito importante: a
compostagem. A construção de uma composteira, é mais facil do que se pensa, e a
manutenção do ambiente de decomposição mais simples do que se imagina.
Mesmo valendo apenas as sobras de
alimentos que não tenham sido cozidos, a adoção de uma composteira pode ser
muito eficiente se o local de distribuição for o mesmo de produção,
possibilitando as cascas de frutas ou legumes um destino mais eficiente.
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Procure apoio de líderes, organizações e da
comunidade →
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Outra palavra que não pode ser tirada de vista:
comunidade. Como parte integrante de um coletivo, a escola precisa estar
integrada ao que acontece em sua cidade. Identificando os líderes do governo
local, grupos organizações ou instituições que possam oferecer uma parceria de
responsabilidade social, ambiental e também educacional, certamente a escola
estará criando uma cadeia de desenvolvimento, tanto para ela, como para a
comunidade para a qual ela está inserida.
Atenta também ao que acontece em um
maior raio de distância, a intituição educacional precisa estar “por dentro”
dos fatos do mundo, e procurar envolver em seus projetos, iniciativas globais.
Bons exemplos são os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio e a Carta da
Terra, assim como campanhas de apoio a conservação de recursos naturais.
Assim todos nós teremos um mundo um pouco melhor, se cada um fizer a sua parte!



